Posts de Maio, 2007

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“Piratas do Caribe 3″: participe de um quiz do filme

Maio 31, 2007
Os fãs já devem a maioria ter ido assistir a “Piratas do Caribe 3: No Fim Do Mundo” e talvez agora estejam se sentindo um pouco órfãos já tendo prestigiado o tão esperado lançamento. Não se preocupe, caro leitor, o Cinema com Rapadura procurou e encontrou um interessante quiz sobre o filme. Para acessá-lo basta clicar no link abaixo:
->  http://mundoestranho.abril.uol.com.br/divirtase/quiz/dvquiz_234346.shtml

O link acima leva aquele que o clica para uma página do site da revista Mundo Estranho (responsável por matérias sempre baseadas nas curiosidades sobre diversos assuntos pop) onde tal quiz está sendo rodado. É interessante notar que também podemos encontrar outros desafios nessa página sobre outros filmes. Um desses desafios é sobre o “Homem-Aranha 3”. A página também contém alguns jogos e downloads. Vale a pena conferir mesmo que não goste da série “Piratas do Caribe”.

Além de joguinhos e etc., o filme está agora em evidencia nas bilheterias mundiais. O longa-metragem já conseguiu arrecadar para o estúdio Disney (revitalizando-o, inclusive) cerca de 401 milhões de dólares no mundo. Isso aconteceu em apenas seis dias.

Com tais cifras, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” entra para a história se tornando o filme que mais rápido conseguiu chegar a esse exorbitante valor. Anteriormente, um filme nunca alcançara tais números com seis dias de cartaz. Prelúdio de possíveis continuações.

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“Piratas do Caribe 3″ já consegue 400 milhões de dolares

Maio 30, 2007
Mesmo não tendo conseguido ultrapassar a estréia de “Homem-Aranha 3″, a Disney pode ficar muito contente com os novos números de sua nova aventura. A franquia “Piratas do Caribe” conseguiu algumas marcas bastante expressivas ao final do feriado de Memorial Day, que aconteceu dia 28 de Maio, nos EUA.

Tendo somado o grandioso número de 156 milhões de dólares somente de quinta até segunda, apenas nos EUA, o filme já conseguiu ultrapassar “X-Men: O Confronto Final” que tinha a marca de maior bilheteria nesse feriado, tendo arrecadado em 2006 o número de 122,8 milhões de dolares.

Finalmente o filme já começou a mostrar que tem força sim para se manter no topo, tanto que a Disney anunciou que apenas nesse primeiro final de semana, o longa-metragem já conseguiu arrecadar para o estúdio cerca de 401 milhões de dólares mundialmente em apenas seis dias. Com esses números, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo“, entra para a história, se tornando o filme que mais rápido conseguiu chegar a esse valor, já que nunca um filme havia chegado tão rápido à essa marca.

Vale destacar que, no Brasil, o filme estreou em 789 salas com 679 cópias, sendo o maior lançamento de um filme da Disney no país. Tudo isso ajudou “Piratas do Caribe” a se tornar o campeão das bilheterias nacionais da semana (sendo a segunda maior estréia do ano), tirando “Homem-Aranha 3″ da liderança, e fazendo com que 1.095.463 de pessoas tenham ido ao cinema assistir ao filme que até agora arrecadou no Brasil cerca de R$9.452.091. O filme já é o setimo lançamento mais visto do ano nos cinemas brasileiros.

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” está em cartaz em todos os melhores cinemas desde o dia 25 de maio de 2007 e começa quando o lorde Cutler Beckett (Tom Hollander), da Companhia das Índias Orientais, assumiu o controle do apavorante barco fantasma Holandês Voador e agora vaga pelos sete mares matando piratas sem misericórdia, sob o comando do almirante Norrington (Jack Davenport). Will Turner, Elizabeth Swann e o capitão Barbossa precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. Mas falta um dos lordes, o capitão Jack Sparrow, que está preso ao baú de Davy Jones. Nossos heróis precisam rumar para a perigosa e exótica Cingapura e enfrentar um pirata chinês, o capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat), para conseguir os mapas que os conduzirão aos confins do mundo. Assim poderão resgatar Jack, o Pérola Negra e lutar enfim contra o temido Holandês Voador e seus algozes.

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Johnny Depp se recusa a tocar com Keith Richards

Maio 29, 2007
Johnny Depp e o guitarrista do grupo Rolling Stones, Keith Richards, dividiram a cena por alguns minutos em “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo”, mas no mundo da música, Depp (que toca guitarra como hobby) deixou passar. Mas não por indelicadeza, e sim, por intimidação perante o ídolo.

Richards convidou Depp para tirarem um som juntos no set de filmagem de “Piratas 3”, mas o ator, envergonhado, optou por apenas observar Richards, enquanto bebiam algumas doses juntos. “Eu tomei um copo de vinho e Keith tomou seu drinque habitual. Algo que ele chama de Lixo Nuclear, uma receita secreta. Então ele começou a tocar guitarra. Não tocamos juntos porque sou miseravelmente tímido“, revelou Depp.

Mas como sabemos que a vergonha se vai à medida que a bebida entra, após algumas doses Depp deu uma ‘palhinha’ em um bandolim semelhante ao que Richards usa no filme. Mas a demonstração do ator não demorou muito, que logo tratou de largar o instrumento e rasgar elogios ao músico: “Ele é Deus, é o mestre. É um cara maravilhoso para se sair, mas é um dos meus ídolos da guitarra e nunca vou escapar disso“, disse Depp.

Curiosidade: em entrevista de divulgação do filme a meios de comunicação brasileiros, Depp revelou que adora tocar músicas de Tom Jobim e João Gilberto.

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“Piratas 3″ estréia bem…mas além do imaginado

Maio 29, 2007

A Disney está feliz com os lucros da franquia “Piratas do Caribe”, mas poderia estar mais. “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”, último filme da trilogia, estreou relativamente bem nos EUA, rendendo altos U$: 112 milhões no primeiro fim de semana. Mas, o valor é muito abaixo do segundo filme, “O Baú da Morte”, que fez 135 milhões em 2006. Comparado às demais trilogias do verão norte-americano de 2007, o longa fica em último: “Homem-Aranha 3” fez U$: 151 milhões e “Shrek Terceiro”, U$: 121 milhões.

O valor de U$: 112 milhões torna “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo” o quinto filme da lista de melhor renda de fim de semana de estréia nos EUA. A ‘decepção’ é porque a Walt Disney investiu um orçamento estrondoso de 300 milhões de dólares (orçamento mais caro da História, até então) nesse terceiro episódio. Somando os valores das muitas pré- estréias realizadas por lá, o filme atingiu um total de 126 milhões de dólares.

Mas, mundialmente, o filme já conseguiu se pagar logo no primeiro fim de semana, rendendo 332 milhões. E a tendência é de os números apenas crescerem, e que o filme logo entre para a lista dos mais vistos de todos os tempos.

Apesar da estréia ‘razoável’, os lucros devem ser suficientes para a realização de novos filmes da franquia. Pelo menos se depender da vontade de Johnny Depp, o pirata Jack Sparrow ainda terá vida longa nos cinemas.

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“Piratas do Caribe” já bate primeiro recorde

Maio 28, 2007

Parece que a Disney não perdeu tempo, já que na própria sexta-feira, dia 25 de Maio, com a estréia de sua terceira aventura de “Piratas do Caribe” começou o dia já quebrando seu primeiro recorde. O estúdio tenta conseguir passar a estréia de “Homem-Aranha 3” no final de semana de estréia e para isso colocou sua mais nova aventura em cartaz no maior número de salas possível nos EUA. O longa conseguiu a marca de ser o filme disponível em mais salas nos EUA, estreando em nada menos que 4.362 cinemas nos Estados Unidos, deixando “Homem-Aranha 3″ para trás, que estreou em apenas 4.324 cinemas.

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“No Fim do Mundo” fatura US$58 milhões na pré-estréia

Maio 28, 2007
A terceira aventura da franquia da Walt Disney, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” já começou a dar bons lucros para a Disney apenas na quinta-feira, quando começaram a rolar as pré-estréias mundiais do filme. Conseguindo arrecadar nada mais do que 58 milhões de dólares nas bilheterias em sua pré-estréia mundial, já deixou a Disney muito feliz com os primeiros resultados, sendo que o filme oficialmente só estreou no dia seguinte, dia 25. Com esses números iniciais, a Disney espera terminar o final de semana que será prolongado pelo feriado de Memorial Day tendo arrecadado cerca de US$ 160 milhões em bilheteria, e assim quebrando o recorde anterior do feriado, obtido no ano passado com “X-Men: O Confronto Final”, que conquistou renda de US$ 122,9 milhões.

Vale lembrar que os ingressos para as sessões de quinta-feira quase se esgotaram nos cinemas dos EUA, sendo que o filme arrecadou cerca de 17 milhões de dólares nas bilheterias. A Disney anunciou que ao redor do mundo, somente na quarta e quinta-feira (nas pré-estréias), o filme arrecadou 41,1 milhões de dólares. “Piratas 3″ teve sua pré-estréia lançada em mais de 50 países e, na sexta-feira, o número chegou a 102 países.

Vale citar que o filme apenas no final de semana de estréia já soma US$ 126,5 milhões no mercado americano. E com o faturamento nos territórios internacionais, de mais de US$ 205,5 milhões, “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” já acumula bilheteria de US$ 332 milhões.

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” chega dia 25 de maio de 2007 nos cinemas de todo o mundo e para finalizar essa bem sucedida franquia. O lorde Cutler Beckett (Tom Hollander), da Companhia das Índias Orientais, assumiu o controle do apavorante barco fantasma Holandês Voador e agora vaga pelos sete mares matando piratas sem misericórdia, sob o comando do almirante Norrington (Jack Davenport). Will Turner, Elizabeth Swann e o capitão Barbossa precisam reunir os Nove Lordes da Corte da Irmandade para tentar derrotar Beckett. Mas falta um dos lordes, o capitão Jack Sparrow, que está preso ao baú de Davy Jones. Nossos heróis precisam rumar para a perigosa e exótica Cingapura e enfrentar um pirata chinês, o capitão Sao Feng (Chow Yun-Fat), para conseguir os mapas que os conduzirão aos confins do mundo. Assim poderão resgatar Jack, o Pérola Negra e lutar enfim contra o temido Holandês Voador e seus algozes.

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Confira 10 filmes mais vistos no fim de semana nos EUA

Maio 28, 2007

Semana passada dissemos aqui que “Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo” iria estrear e afirmamos que esse filme entraria logo na primeira colocação, deixando “Shrek Terceiro” e “Homem-Aranha 3” cada um uma posição abaixo. E assim aconteceu. “Piratas do Caribe 3” teve sua estréia mundial no último dia 25 desse mês e arrebatou US$ 112,5 milhões só em cinemas americanos. A turma de Jack Sparrow estreou em 4.362 salas nos Estados Unidos para obter tal sucesso, porém a cota norte-americana não pagou o orçamento do filme que gira em torno de US$ 300 milhões.

Caindo para segundo lugar com a estréia de “Piratas 3” temos o ainda inédito no Brasil “Shrek Terceiro”. Apesar de sua fatura total já ter pago o orçamento gasto em sua confecção e de o filme ter entrado em mais quarenta salas com relação às que estava antes, faturou US$ 51 milhões, nem metade do que conseguiu em sua estréia. Esse terceiro filme se passa depois de Shrek ter casado com a princesa Fiona. Logo que se casaram, a última coisa que ele queria era governar o reino de Tão Tão Distante, mas quando, de uma hora para a outra, o seu sogro, Rei Harold, começa a coaxar, Shrek é levado rapidamente a substituí-lo. A partir daí há todo o desenrolar dos conhecidos elementos da trama.

O terceiro filme do “Homem-Aranha” também foi empurrado uma posição abaixo. Semana passada, o filme já havia perdido o primeiro lugar para “Shrek” e agora perde mais outra, dessa vez para o já citado “Piratas do Caribe”. “Homem-Aranha 3” teve uma arrecadação abaixo da média das últimas quatro semanas, pois nesse final de semana foi contado apenas US$ 13,7 milhões. Entretanto, dentre todos do Top 10 americano é o que mais faturou, estando com altíssimos US$ 303,3 milhões. A queda acentuada pode ser devido ao fato de que o filme começa a sair de cartaz principal das salas, só nos Estados Unidos, 601 salas deixaram de exibir o filme para acolher as novas estréias.

O surpreendente do final de semana foi o alto arrecadamento do thriller “Bug” (que também não estreou aqui no Brasil). O longa conta com Ashley Judd de “Sedução Fatal” e Michael Shannon de “Vanilla Sky” em elenco dirigido por William Friedkin de “O Exorcista” (1973). “Bug” figura na quarta posição tendo arrecadado US$ 3,2 milhões em sua semana de estréia. E olha que o filme estreou apenas em 1.661, diferentemente dos três primeiros colocados que estão em bem mais salas.

Outra surpresa da semana é a subida muito acentuada de “Waitress”. A comédia romântica passou de décimo segundo para o quinto lugar tendo arrecadado US$ 3,1 milhões em sua quarta semana nos cinemas norte-americanos. Para se ter idéia, o filme teve uma arrecadação 185% maior do que no final de semana passado, quando nem figurava mais entre os dez. “Motoqueiros Selvagens” também teve uma subida considerável. De décimo sétimo, pulou para nono lugar, mesmo essa sendo a décima terceira semana em que o filme está em cartaz nos EUA.

Várias foram as reviravoltas por conta dessas duas subidas surpreendentes e das duas estréias terem entrado logo no Top 10. “Extermínio 2”, por exemplo, estava em terceiro e caiu para a sexta colocação. “Ela é a Poderosa” passou de quarto para sétimo e “Escorregando Para a Glória” voltou para a décima terceira posição, saindo do Top 10 e com pouquíssimas chances de voltar. “O Invisível” foi outro que também deixou o Top 10, pois caiu da oitava para uma posição acima de “Escorregando Para a Glória”.

Talvez esse Top 10 só passe a sofrer alguma grande reviravolta somente no dia 15 de junho, quando “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” estréia lá pelos cinemas norte-americanos. Em off da nossa lista, mas a título de informação: essa semana, aqui no Brasil, terá a estréia de “Extermínio 2” que talvez não seja tão bem vindo tanto por ter caído drasticamente do Top 10 americano, quanto por seu gênero em si. Vamos ver como esse filme irá se sair.

Confira a lista completa dos mais assistidos nos Estados Unidos, com os números da arrecadação no fim de semana e, ao lado, o valor total arrecadado até agora:

1 – Piratas do Caribe 3 – US$112,547,000 – US$126,547,000
2 – Shrek Terceiro - US$51,042,000 – US$201,380,000
3 – Homem-Aranha 3 – US$13,700,000 – US$303,342,000
4 – Bug – US$3,260,000 – US$3,260,000
5 – Waitress – US$3,075,000 – US$5,592,000
6 – Extermínio 2 – US$2,480,000 – US$23,601,000
7 – Ela é a Poderosa – US$1,856,000 – US$16,281,000
8 – Paranóia – US$1,759,000 – US$74,269,000
9 – Motoqueiros Selvagens - US$1,092,000 – US$162,919,000
10 – Um Crime de Mestre - US$1,075,000 – US$36,604,000

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Johnny Deep não quer o fim de ‘Piratas do Caribe’

Maio 28, 2007
Ator revelou que quer fazer mais dois filmes da série

O ator Johnny Deep, que interpreta o protagonista de “Piratas do Caribe”, capitão Jack Sparrow, não quer que a série acabe, segundo o site “Female First”.

Johnny, que acaba de estrear nos cinemas mundiais com o terceiro - e teoricamente - último filme da série, declarou que não está pronto para dizer adeus ao personagem e gostaria de fazer mais dois longas.

“Fazer ‘Piratas do Caribe’ é algo maravilhoso. Sou o cara mais sortudo do mundo por ter tido a oportunidade de ter esta experiência. Mesmo se eu me despedir de Jack agora, vou guardar ótimas memórias. Mas o fim do terceiro filme deixa aberta a possibilidade para outros. Ainda tem muito território para ser explorado com o Capitão Jack Sparrow. Por que não fazer um quarto e quinto filme?”, contou o ator, excitado.

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Johnny Deep na pele do Capitão Jack Sparrow

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Seria mesmo necessário assistir a Piratas do Caribe 3? Estudo de caso

Maio 28, 2007

Zeca Camargo faz essa pergunta ao público, veja matéria abaixo:

Quantas vezes você viu o trailer de “Piratas do Caribe 3 – No fim do mundo”? Eu vi três. No cinema. E mais três na internet. Eu já vi o redemoinho prestes a engolir os navios. Já vi uma nau descomunal navegando por dunas de areia – cruzando geleiras, se aproximando de uma enorme cachoeira (isso é o que eu chamo de “variar sobre um tema”…). Vi duas ou três piadas de Jack Sparrow – as faladas (para fazer justiça aos símios do elenco, uma delas envolve um macaco) e as acrobáticas (como aquela em que o canhão que ele detona acaba o içando com violência pelos ares). Vi a luta (emocionante!) sobre uma das velas rotas. Vi bons closes de Keira Knightley e de Orlando Bloom, matei saudades da incrível maquiagem de Bill Nighy, no papel do temível Davy Jones. E li blogs e jornais o suficiente para saber qual é a… bem… a trama dessa terceira parte da trilogia. Dito isso, pergunto: preciso assistir ao filme?

Se você é um dos devotos do capitão Sparrow, provavelmente abandonou este texto à deriva no último parágrafo. “Que espécie de pergunta é essa?”, provavelmente se perguntou esse fã. Sob pena de ir para prancha, ouso aqui expor minhas razões para duvidar das sensações que esse tipo de filme pode oferecer. Tipo de filme – esclareço logo – que adoro. O que vem a seguir não é uma consideração esnobe de um crítico de cinema – quem vem sempre aqui sabe que não dou para nenhuma dessas coisas, nem esnobe, nem crítico de cinema.

Ocorre que, no lugar de “Piratas do Caribe 3″, fui assistir, na semana passada, a um filme que não tem nada a ver com esse universo – uma produção tão alternativa que me surpreendeu até ser lançada comercialmente no Brasil. Leitores distantes das capitais (e vocês são muitos, eu sei, pelos comentários) provavelmente não vão ter a oportunidade de vê-lo nas telas de sua cidade (quem sabe em DVD?), e mesmo quem mora perto de um cineplex nem deve estar sabendo que ele estreou.

Eu mesmo só fui vê-lo porque li numa manchete que esse era o novo filme de Mira Nair – uma diretora que admiro (mais dela adiante) -, pois o que poderia me chamar atenção (o nome original do filme), recebeu uma tradução estranha para mim. Explico: o roteiro foi adaptado de um livro que li há dois anos e que gostei muito, “The namesake” – no Brasil, “O xará”. Sua autora, Jhumpa Lahiri, é uma das sensações literárias da nova geração de autores com herança indiana (ela é nascida na Inglaterra) – uma turma que, como eu não me canso de falar aqui, me é muito cara… O livro é realmente muito bom (a edição nacional, da Companhia das Letras, é de 2003, mas você consegue achar sem muita dificuldade), e com um nome fácil de lembrar… Só que os distribuidores brasileiros, negligenciando o potencial que os fãs de Lahiri poderiam representar às bilheterias (será?), resolveram rebatizá-lo de “Nome de família”.

Não deixa de ser uma ironia esse título, já que o nome em questão – o do personagem principal – não é o da família, mas o próprio. Um menino, de quem vamos acompanhar a história da infância até a juventude, é batizado provisoriamente (coisas de “bengali”, como eles diriam) de Gogol – numa referência “torta” ao grande escritor russo (nascido na Ucrânia) Nikolai Gogol – e passa o resto da vida “brigando” com seu nome. Mas esses são detalhes: a história mesmo é uma bela fábula sobre o choque de culturas. Resumindo (mas resumindo bem mesmo), Gogol nasce em Nova York, de pais indianos, abraça a cultura americana, e só quando uma tragédia pessoal atravessa sua vida (não se preocupe, não vou contar o filme…), ele resolve procurar suas raízes.

Já tinha gostado do livro “O xará” (se possível, procure, da mesma autora “Intérprete de males”, também da Companhia das Letras) e fiquei emocionado com o filme – “Nome de família”. E foi uma emoção genuína, desprendida da carga que um ator ou uma atriz muito conhecido(a) pode agregar, uma vez que ninguém do elenco sequer passou perto de Hollywood (a diretora sim: depois do sucesso inesperado com o independente “Casamento indiano” – numa locadora perto de você -, ela foi convidada para dirigir uma adaptação do clássico de William Thackeray , “Vanity fair”, com Reese Whiterspoon – também numa locadora perto de você -, que não deu muito certo… mas mesmo assim, eu adorei!).

Esse elenco “desconhecido” (as aspas são importantes, uma vez que o site imdb.com lista 67 filmes – nenhum americano – no currículo da atriz principal, a indiana Tabu) só contribui, claro, para nosso envolvimento com a história. E foi justamente isso, esse envolvimento, que me fez pensar no dilema de ver ou não ver “Piratas do Caribe 3″.

Não descrevi as cenas principais do trailer desse filme lá no início à toa. A sensação que tive, depois de ver os trailers repetidas vezes, era de que o filme realmente se resumia àquelas cenas. Fora o show de imagens dos efeitos especiais, os ângulos impossíveis de algumas tomadas (me esqueci de mencionar, mas aquele ataque de um navio para o outro onde um exército de piratas “voa” sobre os mares é maravilhoso) e – vá lá – o charme das estrelas principais, o que eu vou levar desse filme? Não, não vou querer meu dinheiro de volta: duas horas e quarenta e oito minutos com os olhos grudados na tela cobrem muito bem o preço do ingresso. Mas depois que eu sair do cinema… o que vai comigo?

A diferença de “Nome de família” – e tantos outros títulos que não contam com os apelos e os truques de uma superprodução para agradar – é que eles tiram de você um real interesse por aqueles personagens ali mostrados. O filme acaba e você, surpreendentemente, se vê preocupado com o que vai ser de Gogol depois que os créditos finais passarem. Que mistérios a mãe dele deixou de revelar? Como o segredo que o pai de Gogol repercutiu quando ele, Gogol, foi pai? Dava para saber um pouco mais sobre a irmã? De inúmeras maneiras, você continua a elaborar as histórias daqueles personagens como se fossem pessoas que você conhecesse. E Jack Sparrow? Confesse: você está mais interessado em saber se Johnny Depp vai assinar contrato para mais um filme da série do que especular sobre os próximos inimigos que o capitão pode eventualmente enfrentar.

O que filmes como “Nome de família” fazem com a gente é oferecer a chave da elaboração, prolongar o exercício da imaginação – e, arrisco, essa é a verdadeira fantasia. Todas as peripécias de “Piratas” são pura aventura – mas funcionam apenas como fantasias instantâneas. Não duram nem até a primeira pizza chegar à mesa do seu jantar de domingo, que você combinou com os amigos logo depois do cinema. Mas quem disse que os personagens de “Nome de família” vão embora?

O filme tem muitas outras qualidades. Por exemplo, seria natural para alguém que filmou um casamento (indiano) com tanta beleza, oferecesse dessa vez um funeral com extrema reverência e poesia. A interpretação de Tabu é tão sofisticada que ela mal precisa de maquiagem para mostrar que quase trinta anos se passaram da primeira à última cena. O próprio Gogol (vivido por Kal Penn – esse sim, já com experiência de Hollywood, e participação até na última temporada de “24″) é representado com a dose certa de fragilidade e incerteza que o personagem pede. Mas sobretudo eu recomendaria o mais recente trabalho de Mira Nair como um antídoto para essa temporada de arrepios fáceis na tela.

Ah! E a resposta à pergunta inicial? Vamos assistir “Piratas do Caribe 3″, sim! E “Homem-aranha 3″, sim”! E sobretudo “Sherk 3″ – sim! Mas se der, compra um ingresso para “Nome de família” entre outra sessão e outra – só para experimentar o que é se envolver de verdade com uma história.

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ÚLTIMO “PIRATAS” TEM BILHETERIA NOS EUA PIOR QUE O ANTERIOR

Maio 27, 2007
LOS ANGELES (Reuters) – Johnny Depp navegou rumo à glória nas bilheterias dos Estados Unidos neste domingo com seu último “Piratas do Caribe”, mas o filme de aventura obteve um desempenho inferior de seu antecessor, de 2006.

“Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” vendeu o equivalente a 126,5 milhões de dólares em tickets durante o período de sexta a domingo deste final de semana, que será prolongado pelo feriado norte-americano de Memorial Day, na segunda-feira, informou a Walt Disney Co. .

O valor dos três dias se compara ao recorde de 151 milhões de dólares obtido há quatro semanas pelo “Homem-Aranha 3″, que ultrapassou a marca máxima anterior de 135,6 milhões obtida em 2006 pelo segundo filme da série “Piratas”.

Mas o novo filme quebrou o recorde do feriado de Memorial Day (de sexta até segunda), ainda com um dia faltando. O recorde anterior havia sido obtido no ano passado com “X-Men: O Confronto Final”.

Internacionalmente, “Piratas” rendeu 176,7 milhões em 102 mercados, segundo a Disney.